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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Convento de Cristo- Tomar 2ª parte

 

Os Templários

Em 1099 Jerusalém è tomada pelos exércitos da segunda Cruzada à Palestina. Cerca de vinte anos depois, nove cavaleiros oriundos da França e da Borgonha constituem-se em irmandade com o propósito de protegerem os peregrinos nos perigosos caminhos entre o porto de Acre e Jerusalém.
 
O seu mestre fundador, foi Hugo de Payens, da Borgonha, que com os demais cavaleiros assumem os votos monásticos de pobreza, castidade e a obediência. Em 1128 a sua irmandade, entretanto numerosa, foi reconhecida pelo concílio de Troyes como ordem monástico-militar com o nome de Milícia dos Pobres Cavaleiros de Cristo. É então que os cavaleiros abandonam as instalações na igreja do Santo Sepulcro, que os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho lhes tinham cedido, para irem ocupar o seu palácio e outras construções que o rei franco Balduíno II lhes dá, no terraço de Heródes, no antigo templo de Jerusalém. Entre estas construções receberam, para sua igreja conventual, a Mesquita do Rochedo que o califa Omar começara a construir em 642.
 
Com o tempo, na cultura cruzadesca, a imagem da mesquita transformou-se num imaginário Templo de Salomão e os cavaleiros passaram a ser conhecidos por Cavaleiros do Templo de Salomão ou simplesmente Templários. Também com o tempo, a sua missão mudou e, de defensores de peregrinos, passaram a defensores dos estados cristãos da Terra Santa. A Ordem será mantida graças aos numerosos dons que lhes faziam na Europa, agrupados e administrados de forma metódica em Comendas.
 
A sua missão durou cerca de 200 anos, período durante o qual a Palestina esteve sob o domínio dos cruzados e o poder dos Templários cresceu graças à sua disciplina militar e organização logística. A queda de Jerusalém em 1291, marca o início da trágica história dos Templários que, perseguidos por Filipe IV de França, num processo iniciado em 13 de Outubro de 1307, culmina com a extinção da Ordem a 22 de Março de 1312 pelo Papa Clemente V e a morte na fogueira do último mestre templário, Jacques de Molay em Outubro de 1314.
 
Porém, o processo de extinção teve um desfecho bem diverso em Portugal, pois o rei D. Diniz logra manter os cavaleiros e os bens dos Templários, sob o nome de uma nova ordem de cavalaria circunscrita ao seu Reino: a Ordem de Cristo.





















domingo, 6 de agosto de 2023

Convento de Cristo- Tomar 1ª parte

 

A nossa vinda para estas paragens deveu-se a estra presente na secular Festas dos tabuleiros de Tomar.

Chegamos uns dias mais cedo para podermos disfrutar da calmaria da Cidade de Tomar antes da enchente que estas festas trazem à cidade. 

A visita ao Convento de Cristo é obrigatória. 

A origem do castelo de Tomar está intimamente ligada aos primórdios do reino de Portugal e à presença dos Templários na península ibérica, então ocupada na maioria do seu território, pelos reinos islâmicos. Era o tempo das Cruzadas e a península, à semelhança da Palestina, era reconhecida como terra de cruzada. Nesse contexto os Templários tomam parte na formação dos novos reinos cristãos da península ibérica.
Os cavaleiros templários vieram para Portugal em 1128. Em 1159, irão receber de D. Afonso Henriques, pela sua participação nas conquistas de Santarém e de Lisboa (1147), um vasto território situado a meia distância entre Coimbra e Santarém, o Termo de Ceras. Nesta região fundaram o Castelo e Vila de Tomar. Em 1312, no seguimento das perseguições contra os Templários perpetradas por Filipe IV, rei de França, a Ordem foi extinta, pelo papa Clemente V.
Porém D. Diniz logra manter os cavaleiros e os bens dos Templários, sob o nome de uma nova ordem de cavalaria, circunscrita ao seu Reino.
Em 1319, ao fim de alguns anos de negociações com a Santa Sé, é instituída a Milícia de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A nova de cavalaria teve o espírito e a regra idênticos aos da extinta Ordem do Templo.

http://www.conventocristo.gov.pt/pt/index.php?s=white&pid=168